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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Cães e gatos não são 'objetos de presente'

Em todas as cidades existem cães e gatos abandonados, perdidos ou mesmo que vivem nas ruas, sujeitos a todo risco de doenças, acidentes e maus tratos.

Pesquisas revelam que a compra de cães e gatos, nos últimos anos, se deu, em muitos casos, por modismo ou impulso. Logo, essas pessoas que adquiriram estes animais pareciam ignorar que eles vivem em média 12 a 18 anos e que serão sempre dependentes de nossos cuidados.

É preciso entender que cão ou gato não é ‘objeto’ para ser dado como presente, pois esse ‘presente’ pode, no futuro, se tornar um problema e seguir para a fila de animais abandonados ou que sofrem maus tratos.

Algumas campanhas de conscientização são aplicadas por ONGs e instituições que acolhem e cuidam desses animais.

A prefeitura de salvador, através do Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou no dia 8 de janeiro uma campanha de vacinação antirrábica com o objetivo de imunizar contra raiva os cães e gatos que vivem soltos nas ruas da cidade.

Assista a reportagem abaixo e saiba mais.


Se você cuida de algum animal de rua, faça sua parte e leve-o para vacinar. Clicando aqui, você vai ver a relação dos postos fixos para vacinação.

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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Um post racista


Li e fiz questão de postar esse texto maravilhoso do Danilo Gentili. Achei fantástico, e concordo com todas as palavras que ele usou. Mas, vou logo avisando: só leia se você for racista.


As pessoas que separam cachorros por raças fazem isso porque acreditam que uma raça vale mais que a outra. Eles acreditam mesmo nisso. Ganham dinheiro com isso. Movimentam um mercado. Dividir uma espécie por raças nada mais é do que racismo.

Sinceramente acredito que todo cachorro é cachorro e que toda pessoa é pessoa. E dentro disso não entendo como alguém que morde seu sapato, encoxa sua perna e caga no seu tapete pode ser considerado o melhor amigo do homem.

Se você me disser que é da raça negra preciso dizer que você tambem é racista, pois, assim como os criadores de cachorros acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra. Pois se todas as raças são iguais então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?

Quem propagou a idéia que "negro" é uma raça foram os escravistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: "Podemos trata-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra". Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho em ser da raça negra eu juro que nem me passa pela cabeça chama-lo de macaco. E sim de burro.

Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de viado e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.

Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco não deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:
- O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco vão presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos.

Prefiro ser chamado de macaco do que de girafa. Peça para um cientista fazer um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.

Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?

Se o assunto é cor eu defendo a idéia que o mundo é uma caixa de lápis coloridos. Somos os lápis dessa caixa. Um lápis é menos lápis que o outro só porque a cor é diferente? Eu desenho desde criança, então acredite em mim: Não mesmo. Todas essas cores são de igual importância. Ok. Ok. Foi uma comparação idiota. Confesso. Os lápis são todos do mesmo tamanho na caixa. E no mundo real o lápis preto é bem maior que o amarelo.

Mas o que quero dizer é que na verdade não sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo "preto" pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: "Branco, Amarelo, Vermelho, Negro"?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho não.

Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.

Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: "E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!". Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer "Desculpe meu querido, mas já que é um afro-descendente é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!" sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas, afinal eu usei os termos politicamentes corretos e não a palavra "preto" ou "macaco", que são palavras tão horríveis.

Os politicamentes corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite. Isso é racismo, pois transmite a idéia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus "defendidos".

Agora peço que não sejam racistas comigo, por favor. Nao é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade sou ítalo-descente. Italianos não escravizaram africanos no Brasil. Vieram pra cá e assim como os pretos trabalharam na lavoura. A diferença é que Escrava Isaura fez mais sucesso que Terra Nostra.

Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mal gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo tão desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos.

Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca terem escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.

Se é engraçado piada de gay e gordo, porque não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café-com-leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos? Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote.

Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo "negro" ou "afro-descendente", tudo bem, eu  posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça você será apenas preto e eu branco, da mesma raça, a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita "100% humano", pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça. 

OBS: Antes que diga "Não devemos fazer piadas com negros, nem com gordos, nem com gays, nem com ninguém" Te digo: "Pode colocar meu nome aí nas páginas brancas da sua lista negra".

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sábado, 24 de julho de 2010

A lista de políticos com ficha suja

A Campanha Ficha Limpa foi lançada em abril de 2008 com o objetivo de melhorar o perfil dos candidatos e candidatas a cargos eletivos do país. Para isso, foi elaborado um Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos que pretende tornar mais rígidos os critérios de inelegibilidades, ou seja, de quem não pode se candidatar.

Este Projeto de Lei aumenta as situações que impedem o registro de candidaturas, incluindo:

- Pessoas condenadas por um colegiado em virtude de crimes graves como: racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas. Essas pessoas podem ter os registros de candidaturas negados, no entanto podem pedir uma liminar suspendendo a inelegibilidade, para disputar as eleições. Neste caso, o processo a que responde será julgado com prioridade pelo tribunal responsável.
- A lei inclui também parlamentares que renunciaram ao cargo para evitar abertura de processo por quebra de decoro ou por desrespeito à Constituição e fugir de possíveis punições.
- O período que impede a candidatura passou a ser de oito anos.

Clique e leia a pág 1 e a pág 2 desta lei, no Diário Oficial da União, de segunda-feira, 7 de junho de 2010.
SE LIGA! Baixe aqui a LISTA COM O NOME DOS POLÍTICOS QUE ESTÃO NA FICHA SUJA!


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quinta-feira, 11 de março de 2010

O meio ambiente, o lixo e sua produção

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Por definição é considerado como lixo os restos das atividades humanas, inúteis, indesejáveis ou descartáveis.

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Sabemos que as quantidades e composições desses resíduos variam conforme o desenvolvimento e o tamanho da população. A cada pesquisa de quantidade da população mundial, percebemos um aumento inevitável de tudo que envolve a participação direta ou indireta do ser humano. É fato notório que em alguns países, as autoridades políticas juntamente com a população, tentam mudar os rumos de cada problema que reflete negativamente no meio ambiente.
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O lixo produzido atualmente é, dentre outros, classificado como um problema que precisa de solução o mais breve possível. Na antiguidade, até meados do século XIX, uma cidade típica do mundo era o repositório, não só de pequenos detritos, mas de restos de comida e significativas quantidades de excremento animal e humano, originando pestes e epidemias, portando, os recursos para tal solução eram praticamente impossíveis. Com o desenvolvimento da ciência sanitária, descobriu-se que tais dejetos eram fontes explosivas de doenças, levando a humanidade a tomar medidas para o tratamento e destino adequados de tais resíduos. Hoje, mesmo com o crescimento assustador da população e consequentemente da produção de lixo, podemos dizer que existem vários meios de combatermos esse problema; a educação é um deles. Se cada ser humano fizesse o que deve ser feito com o seu lixo, os noticiários não nos informariam sobre a quantidade de pessoas mortas causadas pela falta de aterro sanitário, ou pela falta de consciência para usar os locais devidos para cada tipo de lixo.
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Em Salvador, a cidade mais suja do Brasil, - segundo matéria recente de um jornal da TV Globo - nada é diferente. A cada passeio pela cidade, principalmente nos bairros mais populosos, percebemos o quanto a humanidade necessita urgentemente dessa conscientização.
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Acredito que, a nós, não basta fazer somente a nossa parte. Como membro integrante do ecossistema, devemos repensar e reavaliar nossa postura, tanto individual como coletiva, revendo hábitos de consumo, produção e geração de resíduos que, de alguma forma, causam impactos ambientais, pois, todos somos responsáveis na preservação do meio em que vivemos.
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A seguir, assista a matéria da TV Globo citada acima, e deixe seu comentário abaixo.
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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Baiano de verdade

Falar de nós mesmos é um tanto complicado. Mas, aqui na Bahia não. Na verdade, os outros Estados não gostam de levar a fama que tem.
Baiano leva fama de preguiçoso, mas sabemos que não somos. Assim como no Rio, São Paulo, Minas, etc, aqui todos trabalhamos, mas, preferimos fazer sem pressa para aproveitar o momento. Este é o nosso diferencial. E tenha certeza que sai tudo bem feito. Rsrsrs...
Leia abaixo um texto do jornalista baiano, Marcelo Torres. No texto você vai perceber que baiano também 'se critica'.
E isso é normal. Após a leitura, veja abaixo o vídeo de um baiano famoso, contando algumas de suas piadas. (aconselho deixar os vídeos carregando enquanto faz a leitura)
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Baiano que é baiano
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Baiano que é baiano fala porra a cada dez palavras. Ou a cada cinco. Na Bahia meu rei, porra é tudo, menos a porra impropriamente dita Brasil afora, ops..., Brasil adentro.
Como diz o paraibaiano Renato Fechine, porra na Bahia é adjetivo, substantivo, interjeição, adjunto adnominal e advérbio de modo, de tempo, de lugar, de intensidade... da porra toda.
Quando se diz que "O cara mora na casa da porra", se quer dizer que ele mora na casa do chapéu, na casa da porra, longe pra caramba.
Baiano que é baiano aguenta comer pelo menos dois acarajés sem passar mal. E ainda fica querendo mais, só que a fila da baiana fica grande e aí bate aquela preguiça.
Se você não sabe, acarajé é hambúrguer de baiano.
O baiano que é baiano mesmo, chama as amigas de "ordinárias" e até de "piriguete", e elas não se incomodam, não se sentem ofendidas, sabem que é um tratamento carinhoso.
Em Salvador é comum você olhar para sua amiga (seja ela pretinha, branquela, loira ou morena) e falar "ô, sua nigrinha" - e ela acha o máximo, baianamente.
Baiano não admite cocó nem fulerage pu seu lado. Traduzindo: não gosta de cheiro mole. Entendeu não? Oxente, você ta precisando se matricular num curso de baianês. Urgente!
Pegar um rango, bater um rango e filar a bóia significam a mesma coisa: almoçar, comer, matar quem tá te matando. E quando um baiano fala "Eu tô de rango" significa que tá com fome. É esquisito, mas é a nossa linguagem.
Baiano que é baiano não bebe. Come água. Fica em águas. "Ontem Fulano estava em água dura". Tradução: estava trêbado, pra lá de Maracangalha. Bebeu cuma-porra e chamou Hugo (ou seja, vomitou).
O baiano, quando chama um brother pra beber, fala: "Rumbora cume água?" Em Salvador ninguém fala balada. Fala reagge. "Bora pureagge" Não importa se a música é axé, samba, pagode, reagge, MPB, rock, forró. Tudo, tudo, tudo é reagge.
Todo baiano chama Graça de Gal, Wagner de Wal, Gilberto de Gil. Sérgio é Sejo, terça-feira é têça-fêra; bar é bá e cerveja é ceveja.
Baiano que é baiano engole a letra d do gerúndio: - Qué qui cê tá FAZENO? - Eu tô DURMINO... Caminhano e cantano e seguino o trio elétrico.
Numa roda de baianos e baianas, quando alguém chega após ter tomado banho, as pessoas falam: "hum, chegou toda tomada banho". Traduzindo: "Ela chegou limpinha, cheirosinha".
Baiano que é baiano sabe o significado da frase: "O cara tava mais enfeitado que jegue na Lavagem do Bonfim". Ou seja, usava excessivo número de adereços e enfeites.
O baiano de Salvador, sabendo ou não falar inglês, sabe que no baianês brown [bráun] não é a forma carinhosa de chamar Carlinhos Brown, o omelete-man. Brown é adjetivo de pessoa brega-espalhafatosa-cafona. É aquele motorista que põe mil adesivos no carro, o cara cheio de colares de prata e pulseiras. "Que cara mais brown!"
Baiano que é baiano sabe o que é "lavar a jega". É se dar bem, levar vantagem, lavar a égua, lavar a burra.
Todo baiano sabe que jante não tem nada a ver com o verbo jantar. Na Bahia, jante significa aro de pneu. "Rodar na jante", no sentido denotativo baiano, é o carro rodar com o pneu vazio ou furado. Mas, na putaria, rodar na jante é transar sem camisinha.
Baiano que é baiano sabe o que é nestante. É "nesse" + "instante", ou seja, daqui a pouco. Baiano fala pra semana (na próxima semana), parumês (no próximo mês) e paruano (no próximo ano). "Paruano sai milhó", diz o dono do bloco de carnaval.
Só baiano sabe o que é falar "de hoje a oito". "Meu aniversário é de hoje a oito", ou seja, é daqui a sete dias. Baiano que é baiano fala horas de relógio. "Fiquei duas horas de relógio esperando aquele filadaputa". Em geral, fala-se "horas de relógio" quando se quer enfatizar atraso, demora.
Em Salvador, se você convida alguém prum aniversário ou batizado de boneca, essa pessoa leva uma renca de amigos (renca = muitos, uma catrupia, muita gente).
Baiano fala na moral em vez de por favor... "Pega isso aí pra mim, na moral".
Baiano vive dizendo que Sergipe é o quintal da Bahia... E o sergipano adora a Bahia e os baianos. O baiano de Salvador parece não querer ser nordestino e esculhamba o sotaque de sergipanos, alagoanos, pernambucanos, potiguares, paraibanos... (não deveria ser assim, mas é, infelizmente é).
Baiano chama ônibus de buzú. "Vou de buzú". Ou então é simplesmente carro. "Vou pegar o carro". Taxista em Salvador é taquicêro.
Baiano acha legal quando dizem que ele é "retado"; "boca de zero nove" ou "um pinico cheio". Significa dizer que é um cara legal, porreta, "um cara de fudê".
O baiano, quando tá indo embora, não diz "tô indo"; ele diz "to chegânu".
Não vai embora, se pica. "Vou me picar" significa "vou cair fora". Em Salvador, "se picar" não é se auto-molestar, é cair fora, ir embora.
Ruma, em Salvador é um bocado de coisas, uma ruma. Uma ruma de papel, uma ruma de gente, uma ruma de bagulho. E ainda tem o verbo rumar. "Rumei-la porra nele", ou seja, arremessou alguma coisa.
Na Boa Terra, é comum você tratar um amigo, um colega ou um desconhecido como "pai". Se for mulher, "mãe". "Venha, pai". "Venha, mãe". Muitas letras de músicas baianas têm pai e mãe nesse sentido.
Também é comum tratar um desconhecido como "maluco", mas é uma forma carinhosa. "Vai, maluco" (é como o "tchê" do gaúcho, o "meu" do paulistano e o "malandro" do carioca).
Quando se diz "A reunião não teve um pé de pessoa", se quer dizer que a reunião não teve ninguém.
Um pergunta "Colé a de mermo?" e o outro responde: "É niúma".
Todo brasileiro acha que baiano fala a palavra arretado. Não tem o "a", baiano fala "retado". Raul Seixas canta uma música assim: "Não planto capim guiné pra boi abanar rabo/ Tô virado no diabo/ eu to retado com você. Tá vendo tudo e fica aí parado/ Com cara de veado/ Que viu o caxinguelê".
"Tô retado" significa tô zangado, tô puto da vida.
Mas retado também exerce a função de superlativo: "É bonito que é retado" [ou seja, é muito bonito]. "O cara é retado de feio" [ou seja, é muito feio]. E, quando se diz "Ele é um cara retado", significa dizer "Ele é boa praça".
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A Bahia é o único Estado que começa com B - de Brasil. O mapa da Bahia é quase igual ao do Brasil, você já viu? A Bahia tem a maior costa marítima do País.
A Bahia faz divisa com oito Estados. Salvador é a terceira cidade mais populosa do país, você sabia? Não, nem os soteropolitanos sabem disso, pode fazer um teste agora e perguntar qual a cidade mais populosa do país depois de RJ e SP; eles vão dizer que é BH ou Porto Alegre, mas é Salvador.
Tinha um baiano que era magro pra caramba e tinha o apelido de Gordurinha. Ele fez uma música que dizia assim: um baiano é uma coisa divertida; dois baianos, uma boa pedida; três baianos, uma conversa comprida; quatro baianos, um discurso na avenida.
E ainda se diz também que: 1 baiano = um escritor famoso; 2 baianos = uma luta de capoeira; 3 baianos = um grupo de axé; 4 baianos = um terreiro de candomblé.
Todo baiano tem um pouco da sátira de Gregório de Matos (o boca de inferno), da poesia de Castro Alves, da malemolência de Gilberto Gil, do "marquetingue" de Duda e de Nizan, da esperteza de ACM e da candura de Irmã Dulce.
Todo baiano tem régua e compasso. Todo baiano tem um santo, uma ginga de corpo e um rei na barriga. Todo baiano tem o diabo no quadril e tem Deus no coração. Coração e braços que estão sempre abertos.
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Autor: Marcelo Torres ( Blog )
Baiano, Jornalista, Cronista e Torcedor do Vitória.




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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Procuro político honesto

"Eu já vi".
Um político honesto sentado
apreciando a paisagem
Stevie Wonder sobre Político Honesto
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"Eu também!"
Ray Charles sobre Político Honesto
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"Nunca vi, nem comi, eu só ouço falá."
Zeca Pagodinho sobre Político Honesto
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"Isto realmente non ecziste."
Padre Quevedo sobre Político honesto
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"Esse padre tah certo, naum existe, mas deveria..."
Anônimo sobre Político honesto
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"Político honesto? Mais fácil um para-brisa de Dodge amarelo rebaixado e com lanternas quebradas passar no buraco da agulha!"
Jesus sobre Político honesto
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"Brasil Telecom informa: Mensagem gratuita, isso não existe, favor consultar serviço de informações."
Brasil Telecom sobre o Político honesto
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"Eu ainda não entrei para a política."
Chuck Norris sobre o Político honesto
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"Quando ele entrar para a política não será mais honesto."
Suícida, sobre honestidade política de Chuck Norris
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"Isso... é... uma... vergonha."
Bóris Casoy sobre Não existir Político honesto
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"Ainda não matei nenhum."
Jack Bauer sobre Político honesto
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"Hahahahahahahahahaha!"
Político sobre Povo Brasileiro
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Político Honesto é um mito mundial.
A
ntropólogos, historiadores, sociólogos e estudantes de Hogwarts em geral, estudam para definir sua origem exata. Apesar da aparente falta de sentido ou coerência, Político Honesto é uma expressão considerada correta no vocabulário da Língua Portuguesa, apesar de a maioria da população brasileira desconhecer deste fato.
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História
O mito do Político honesto foi muito difundido em países de 1º, 2º e 4º mundo no início do século XV, mas desacreditada pelas igrejas Católica, Universal e Googleista, o que acabou fazendo com que o mito fosse esquecido nos escombros da história da civilização moderna no continente Europeu (apesar de alguns poucos movimentos renascentista neotradicionalistas ainda pregarem sua existencia).
A teoria mais aceita é que o mito do Político honesto tem suas origens na remota Indonésia, quando um grupo de militantes Petistas decidiram que eram capazes de criar um partido de pessoas honestas. Assim nasceu o PSDB (Partido Sua Danada Belicosa). Esse grupo foi rapidamente perseguido pelo Primeiro Ministro do país Mao Tsé Tung, que após o Concílio de Trento instituiu que o Dominó só deveria ser jogado entre amigos, com o auxilio espiritual de uma cerveja gelada.
Assim, no ano 12 do século XVIII, logo após Chuck Norris entortar a Torre de Pizza com um sopro, o mago Merlin com o auxilio de Papai Noel, encontrou as escrituras antigas que faziam referência a uma religião baseada na dualidade Politico Corrupto x Politico Honesto, a partir daí os smurfs fundaram seu plano de dominação global que só teria algum sucesso na década de 80-90 graças a Xuxa e a Rede Globo.
Desde então, Politico honesto passou a ser um folclore comum, por todo o globo, sendo muito difundido em países ricos como o Congo, Etiópia e o Brasil.
Hoje existem vários grupos de discussão sobre a existência do Politico Honesto, que podem ser encontrados associados a butecos, grupos de RPG, e hospitais psiquiátricos.

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Teorias Alternativas
Existem teorias alternativas sobre a origem do mito "Político Honesto"; a mais difundida é que eles eram seres extraterrestres que vieram a terra, a mente dos antigos não comprendeu e acreditou serem Politicos honestos. Essa teoria é apresentada no livro Eram os Politicos Astronautas?, de um autor de nome ilegivel.
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A lenda
Reza a lenda, que o Brasil um dia terá um Político honesto, a profecia fala que o Messias virá quando um torcedor do Esporte Clube Bahia deixar de Viver do passado e o Esporte Clube Vitória ganhar o primeiro Brasileirão.
O dia mundial do Político honesto é comemorado no 1º de abril, mas de forma diferente em cada localidade. É claro!
Existe também uma simpatia que diz que, se você falar Lula-lá-lá, Lula-lá-lá, Lula-lá-lá, três vezes em frente a um espelho enquanto sacrifica um bode, bebe cerveja sem álcool e lê o Necronomicon na lingua dos Orcs, um Político honesto, um coelinho da páscoa e um alien aparecerão na sua frente e dançarão Folkstrot Beduíno.
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Pois é... você já percebeu que está cada vez mais difícil achar um Político honesto.
Você conhece algum?
Este ano teremos Eleições; por isso, resolvi fazer uma pesquisa aqui na Internet, na esperança de encontrar um político honesto, merecedor de tão importante cargo. Adivinha o que encontrei?!

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Quer saber? Confira você mesmo!
Acesse a página de pesquisa do Google
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Na caixa de texto digite: politico honesto e, ao invés de clicar em "Pesquisa Google", clique em "Estou com Sorte".
Não se assuste com a página que vai encontrar. Não é erro. O resultado é esse mesmo!

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E não me contentando com essa pesquisa do Google, fui ao YouTube, e olha o vídeo que achei:
Ah! assista o vídeo e comente em seguida... (Sei lá... comente qualquer coisa. Eu já sei que você também não conhece político honesto).
Abração.


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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Estão cultivando ídolos errados

Passeando pela Rede, me deparei com um texto muito interessante, que uma psicóloga de nome Karla Christine, escreveu sobre o filme e a vida de Cazuza.
Ressalto que não concordo com todo o texto, mas em uma boa parte, sim.
Li também alguns comentários que fizeram sobre esse texto. Muitos censuram as palavras da psicóloga, outros elogiam a ponto de concordar em gênero, número e grau.
E você? Leia o referido texto e escreva seu comentário logo abaixo.
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“Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora... As pessoas estão cultivando ídolos errados. Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza?”
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Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível.
Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado.
No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta.
São esses pais que devemos ter como exemplo?
Cazuza só começou a gravar porque o pai era diretor de uma grande gravadora.
Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante.
Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e outro não.
Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas, fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou.
Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria?
Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor.
Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi consequência da educação errônea a que foi submetido. Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissesem NÃO quando necessário?
Lembrem-se, dizer NÃO é a prova mais difícil de amor.
Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde. A principal função dos pais é educar... Não se preocupem em ser 'amigo' de seus filhos.
Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi a pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre.
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Karla Christine
Psicóloga Clínica.

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Profissões do passado e do futuro

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Hoje, tenho 32 anos de idade, e quando cursava o último ano primário, me preocupei em fazer um curso que fosse moderno: datilografia. Minha mãe tinha uma Olivetti magnífica, talvez a mais linda da época, e lembro que ela dizia que eu só podia datilografar na tal máquina depois que aprendesse a ordem das letras. Mesmo com o ainda fraco aparecimento do computador, fiz um curso do bairro, e fiquei muito feliz quando pela primeira vez digitei, desculpem, datilografei com rapidez na Olivetti de minha mãe. Hoje quando observo meu filho digitando o teclado do computador, comparo com os ensinos que aprendi no antigo curso. Imaginem que nós estudávamos desde colocar e retirar o papel na máquina até decorar as teclas, fazer correção de palavras, alterar tipo de letras, dar espaços e parágrafos, tudo feito manualmente e com muita atenção... Ser rápido na datilografia era essencial para ser devidamente certificado com um lindo e enorme diploma com o nome escrito, ou melhor, desenhado a nanquim. Foi com muito orgulho que recebi o meu certificado. DATILÓGRAFO: Luciano Barreto dos Santos. Rsrsrs...
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...E assim como datilógrafo, sapateiro e alfaiate também são consideradas profissões do passado.
Você sabe quais são as tendências no mercado de trabalho?
Assista este vídeo e se ligue nas profissões do passado e do futuro.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Porque o brasileiro é um péssimo motorista?

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O Brasil é um dos recordistas mundiais de mortes no transito. E, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 90% dos acidentes de trânsito são causados por falhas humanas. Esta mesma pesquisa diz que os acidentes no trânsito causam 1,3 milhões de mortos por ano, ou seja, uma morte a cada 30 segundos, o que evidencia um comportamento de risco por parte do motorista, que na maioria das vezes é mal preparado para conduzir ou transportar.
As recomendações feitas pela OMS para diminuir as conseqüências dos acidentes do trânsito são conhecidas em todo o mundo. Elas são chamadas de “Regras básicas do trânsito seguro e saudável”.
Limitar a velocidade, respeitar a sinalização, usar o cinto de segurança, não consumir bebida alcoólica, etc, são algumas das regras básicas. Mas, por que o motorista habilitado, que é obrigado a conhecer a lei, não segue as regras? Nas ruas, o brasileiro pode até ser um pedestre distraído, que corre riscos, mas raramente é agressivo. Já quando pega o volante de um carro passa por uma transformação. Muitos se tornam mal humorados, impacientes, raivosos até. Quem é assim se sente mais importante, com mais direitos do que o carro ao lado. Dirige como se, simplesmente, não houvesse mais ninguém à sua frente. O problema é que há, e não são poucos, já temos 45 milhões de motoristas aqui no Brasil. No mínimo, por educação, e porque manda a lei, todos deveriam entender que são iguais na hora de dividir esse espaço que é público.
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